2 de junho de 2008

Existo


Perguntas-me, e ainda bem que o fazes, qual a questão existencial que mais incomoda a minha existência. Como sempre, já perguntei a mim mesma bastantes vezes, se irei interpretar bem o raio da pergunta. ( Este parágrafo era perfeitamente escusado!)

Pois bem, acho que a questão existencial, são "as" questões existenciais. Vem-me primeiro à cabeça o dilema da morte. E quando digo morte, é a incerteza do que vem depois de fecharmos os olhos definitivamente e o nosso coração deixar de bater. Sim porque, não sei se concordas, mas há muitas formas de morte! Como já não acredito na história da Bela Adormecida, também me questiono acerca da morte, apesar de ter muitos anos para pensar nela, se morrer de velhice. E o suicídio? Não te atormenta? Causa-me sempre um sobressalto quando digo a palavra, mesmo que a diga uma dúzia de vezes de seguida. Gostava sinceramente de estudar o assunto um dia, bem a fundo. Tu não? Parece-me uma realidade inconformável. Passo há segunda questão, a antítese da morte. Sim, a vida. Às vezes, (e quando digo "às vezes" já sabes que é constantemente) pergunto-me se "aqui" estamos melhor. Há uma frase que diz: "Onde não estamos é que estamos bem..." Lamento não saber o resto da frase nem o nome do autor de momento. Até podia ir procurar na pasta das citações, mas isso era batota. Espero um dia conseguir aplicar as citações quando quiser, pelo menos algumas. Mas não vamos entrar por aí, se não assumia a postura do Sócrates, ou seja, falaria da guerra do Afeganistão (quando a questão é a subida dos preços do petróleo).

Será que a vida não é mais traiçoeira que a morte? Afinal, há pessoas que guardam tudo até à velhice, desde riqueza até bugigangas; tudo e mais alguma coisa, sem um único herdeiro. Para quê? Para levar tudo, assim como a morte as leva com ela?!

As pessoas que me conhecem (como calculas, uma minoria) dizem-me que constesto demais as coisas. E não teremos todos razões para nos interrogar-mos sobre...? Apesar de, na maior parte da vezes, guardar as dúvidas para mim ou espetá-las em papel, também pergunto sem ser a mim mesma.

Podia também escrever aqui todas as outras questões existenciais que mais incomodam a minha existência mas isso seria criar mais outra! Sabes, acho que no fundo sou eu própria que me incomodo tanto, e me afundo nas minhas próprias tretas.

Fazes o mesmo?

2 comentários:

Teresa disse...

Gosto das pessoas que têm dúvidas (existenciais ou não), significa que pensam. O pior é convercermo-nos que sabemos tudo e deixarmos de nos interrogar sobre a vida (em geral, mas também a nossa vida em particular).
Concordo contigo, a grande questão existencial somos nós próprios. É que a realidade só existe em relação a nós e à forma como a percepcionamos.
Não deixes de contestar as coisas.

Gonçalo disse...

I'm thinking about it!
Any ideia? :)