26 de agosto de 2008

As (rec)ordações


No meu primeiro post neste blog, dizia: "Não consigo estabelecer-lhe uma ideia de idade, mas se a julgo perdida nas extensas memórias será de meia idade" Relativamente a uma figura de mulher à janela, pintada por Dali.

Mas onde é que eu estava com a cabeça? podemos perder-nos em extensas memórias a qualquer idade, o minuto anterior a este já é passado, e as nossas memórias até podem vaguear nele. As crianças podem perder-se nas memórias (quase sempre boas), todo mundo pode fazê-lo, em qualquer idade. E aqui estou eu a contrariar as minhas próprias palavras. Isto significa que estamos sempre a crescer e a aprender, a entender como as coisas podem significar tanto ditas da mesma forma. Por isso é que também é bom ter um blog, ver um blog; ver as mudanças, as evoluções as opiniões a mudar nem que seja ligeiramente. A importância das palavras também as torna memórias.
Isto tudo para falar de memórias.
Esta fotografia de JeanLoup Sieff, faz-me lembrar uma recordação quase, quase apagada, mas sempre presente.

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