5 de agosto de 2008

Incertezas pat[éticas] de uma adolescente confusa (II)

Deitei-me perto da 1h da manhã. Atenção, apenas me deitei. Começei a ver um filme mais ou menos interessante, enquanto de vez em quando, fazia zapping pelo People&Arts, a Fox, Mtv, National Geographic, entre outros... No fundo não estive a "ver" absolutamente nada. Estava eu neste jogo...até que o telemóvel vibrou. Uma mensagem que me deixou estupidamente feliz por alguém que eu queria que se lembrasse de mim. Peguei naquele aparelho viciante e começei a falar por mensagens. Depois de 15 minutos nisto, senti-me a dar demasiada importância. Puxei do me inseparável livro branco e preto, e começei a escrever tudo o que me veio à cabela, e foi então que me tornei um pouco mais frágil. Digamos, mais melancólica. Afastei o caderno e peguei no "Perfume" sobre a cabeçeira. A conversa por telemóvel estava interessante, a televisão esquecida. Passaram as habituais 2h, 3h, 4h. Não tinha ponta de sono, e só me apetecia correr, saltar da cama, sair de casa e correr. Não sei se de súbita algria, se de súbito medo. Está tudo misturado dentro de mim, sentimentos e emoções, como um novelo de lã irremediavelmente enrolado. Estava calor no quarto. Abri a janela devagarinho para não acordar ninguém, e o livro de Patrick Süskind levou-me a acender um incenso de chocolate, devido à intensidade dos cheiros que o escritor descreve no livro. Na verdade, senti-me capaz de os puder cheirar. Eram 6h, o céu estava mais claro, os galos já cantavam. Sentei-me no parapeito a desfrutar do aroma, meti os fones e ouvi os Metallica, "nothing else matters". E não é que nada mais importava mesmo?

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