
Já não inspiro esse perfume
como se fosse o meu próprio odor.
nem me salta o coração do peito,
quando sei que vais estar lá, amor.
Já não ando ao ritmo desses passos traiçoeiros;
nem fecho os olhos para ver esse olhar de perícia;
nem tão pouco corro as ruas para ver o teu sorriso,
sem tu dares notícia.
Já não penso se vais estar.
talvez não queira mesmo que estejas,
já não és o ídolo, já não és o deus
já não faço para que me fales ou me vejas.
Já não é assim, já não
e não sei se hei-de chorar ou rir,
também não sei se foste tu a abalar,
se fui eu a ir...
Fotografia: Willy Ronis.
Era assim que deveria ser.
1 comentário:
Talvez não haja culpa. Há coisas que são assim, porque têm de ser assim.
Enviar um comentário