5 de setembro de 2008

Página 23

Basicamente escrevo sempre pra ti, sem querer escrever para ti. Como se fosse um mundo à parte, o nosso. Depois o deles. Dos outros que não somos nós. E no fundo não há nosso, nem nós. Como não te tenho querido dizer nada, não escrevo aqui, (talvez isto seja bom sinal). É a minha teoria, mas claro que não faz totalmente sentido. E sei que não vês o que escrevo.

"Por ti falo e ninguém pensa
mas eu digo minha amêndoa meu amigo meu irmão
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha canção

Por ti vivo e ninguem pensa
mas eu sigo um caminho de silvas e nardos
uma intensa ternura que persigo
rodeada por cardos por tantos lados

Por ti morro e ninguém sabe
mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada
o teu corpo que sabe a desespero
ó minha amêndoa amarga desejada."

Ary dos Santos ( amêndoa amarga)

(podia ter evitado dizer-me o número da página do poema no café)

3 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Ola! Vi o teu blogue e gostei bastante. Tem muito conteudo e bastante interesse......
Tenho um blogue . É www.olhardireito.blogspot.com ..... Gostava que o visitasse e desse uma opinião....

Obrigado pela atençao

Cumprimentos

Francisco Castelo Branco disse...

claro que podes deixar o meu link no teu blogue

ate agradeco

bjs

M. disse...

raio do número vinte e três.