22 de setembro de 2008

Porque hei-de mostrar-te quem sou?


Eu acho que não devemos ter vergonha de dizer o que pensamos, nem de sermos quem realmente somos. Na verdade, todos temos a liberdade de "fazer" o nosso "eu", mas de que vale mostrar um "eu" errado? De que vale sermos aquilo que não somos? Eu defendo isto, defendo que devemos agir, falar com sinceridade, independentemente de sermos piores ou melhores pessoas, e independemente do que os outros pensam. E defendo também que, na base desta conversa toda, está uma coisa que se chama: auto-estima. Ora, o valor que atribuímos a nós próprios depende também daquilo que fazemos, dizemos, pensamos. Mas por vezes, precisamos que alguém nos cative. Sim, precisamos.
Vá lá, vá lá sejam fiéis a vocês próprios.
Fotografia: begin. Pois é, mais vale começar já.
Até amanhã, se Deus quiser. (esta é mesmo dedicada à jessica, licenciada em senso comum. essa sim é uma rapariga que mostra logo quem é à primeira :P )

3 comentários:

Teresa disse...

Sermos fiéis a nós próprios não implica que digamos sempre o que pensamos. Às vezes, para podermos continuar a ser o que somos, temos mesmo de aprender a calarmo-nos. Levei muitos anos a convencer-me disto e é com uma certa mágoa que to digo. O mais importante (digo eu) é não desistirmos de nós próprios.
Don't give up on yourself. I won't give up on you.

André disse...

Não consigo concordar totalmente... Penso que faz parte da vivência em sociedade a modificação do ser consoante a situação... Faz parte porque caso não o façamos corremos o risco de ser compreendidos como egoístas e o mais certo é mandarem-nos ficar na nossa conxa sossegados... No fundo o sermos nós mesmos é algo relativo, já que nós somos aquilo que nos rodeia.. daí ser uma questão de inteligência utilizar essa espécie de moldabilidade (será que existe?) para cada situação, em vez de chegar simplesmente a uma certa idade e dizer: "é esta a minha personalidade, serei fiel a este eu neste exacto momento até que as forças me faltem para o ser".

Lol.. tava praki sem nada pa fazer às 4 da manhã =p

Rita Silva Avelar disse...

dédéu, obrigada pela tua reflexão da madrugada (a essa hora é o teu auge :p). Talvez tenhas razão, estamos sempre a moldar-nos ao que nos rodeia, e às circunstâncias.
A sério, está muito bom o teu comentário. Fazem falta pessoas como tu.
Beijinhos