10 de outubro de 2008
Um sopro no coração
As últimas páginas do livro, o coração a apertar. Um sentimento estranho, uma súbita tristeza que chega sorrateira e se torna tão real que aperta o coração. As palavras começaram a mexer cá dentro, a tocar em recordações quase perdidas, mas fortes. O livro chegou ao fim. Um longo e necessário suspiro. E eu precisava das lágrimas, que não vieram, porque eu não consigo chorar sempre que sinto que preciso. Fecho os olhos com força, o coração aperta mais, e mais. Uma sensação estranha da garganta, como se algo estivesse por dizer ou por gritar no momento. Silêncio. Olhos abertos, agora fixados no tecto, lágrimas. Artificiais, de bocejo. Não, essas não valem. A expressão d rosto, de quem tem o coração apertado cheio de palavras não ditas já gastas e acomodadas, lágrimas do coração. E eu sem conseguir libertá-las. O escuro, o escuro total agora. Um último bocejo, um último suspiro. Adormeço, e de manhã está tudo bem. E está tudo mal.
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1 comentário:
Nisto já nem de ar precisas...
Só meras brisas,
Raras...
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