11 de dezembro de 2008

Eu sou eu mesma.

E, não posso mudar o que sou, porque me pedem ou porque preciso, ou porque nem sempre sou a melhor pessoa ou porque eu própria me lembro de querer mudar. É verdade que é bom mudar, mas quando dizemos "é bom mudar" não é radicalmente, mas sim apenas melhorar alguns aspectos pouco importantes em nós, mas que façam a diferença em alguma coisa na nossa vida. Por isso, não me venham pedir para mudar, desse "mudar" que estou a falar.
Eu sou eu mesma. Há uma grande parte de mim que são os bocadinhos de todas as pessoas que conheço e que deixei que fizessem parte de mim. Só porque senti que devia deixar. Agora sou feita de todas essas pessoas, mas há uma parte de mim que sou apenas "eu". Essa parte também é significativa. Essa parte por vezes corrói os outros bocadinhos, outras vezes faz com que pareçam maiores (entenda-se maiores como mais importantes).
E sei que esses bocadinhos das pessoas em mim, são irreversíveis porque na realidade já fazem mesmo parte do que sou, de como penso, como falo, como reajo, como sinto, como trato os outros. Sei também que eu também sou uma parte do que outras pessoas são. O que eu não gosto é de ser explicitamente igual a alguém. Porque isso não faz sentido, isso assim não somos realmente nós. Somos nós a tentar ser alguém. Por isso, eu sou eu mesma.

3 comentários:

Anónimo disse...

Tu serás sempre a mesma, a ritinha, para mim resides assim bem cá dentro . adoro-te,hug

N R disse...

Muito bem! Digno de Pessoa mesmo :D
Não mudes o que realmente é mesmo teu dentro de ti, aquele pedaçinho mais fino que faz a essência de quem és, simplesmente incrível.
(Aqueke quadro faz parte dum movimento que gosto muito, De Stijl, tens de ver mais, é arte abstracta mais pura)

Catarina disse...

Gostei muito! Não mudes dessa maneira que te pedem para mudar, porque tu es unica e isso é que interessa és apenas tu com as tuas qualidades e defeitos.
:) Beijinho Rita