24 de janeiro de 2009

Para a Teresa

Eu acho que sei o que é o amor.
Tudo o que escreve sobre o amor é realmente o que ele é.
Mas o amor pode ser muitas coisas. Eu vejo o amor de várias formas.
O amor é sentir alguém sentado ao nosso lado em silêncio, durante muito tempo, apenas ali.
O amor é um gelado de limão num jardim qualquer.
É olhar para a mesma estrela sem sabermos.
É uma dança leve no bar mais próximo.
É a tentação do toque de duas mãos.
É sair de casa só para ver as ondas do mar nas rochas.
É saber o que nos dizem, sem ser preciso dizer nada.
É um abraço diferente.
É partilhar músicas, meras palavras, beijos.
É levantar cedo e acordar com um nó na barriga.
É jogar as roupas do armário todas ao chão, de vez em quando, por não se saber o que vestir.
É falar muito ao telemóvel desnecessáriamente (quem diz telemóvel diz outras coisas)
É colocar uma sombra debaixo do olho, ou pôr batôn.
É sentir-se com o Fernão Capelo Gaivota.
É dar sem que nos peçam nada em troca.
É dizer frases ridículas.
É chamar o nome de uma pessoa a outra por engano.
É rir de piadas com piada e sem piada.
É falar em várias línguas.
É chorar muito por uma inocente frase.
É ter ciúmes e gritar muito com toda a gente.
É ler um livro e estar a pensar numa pessoa.
É chorar num filme quando o final é feliz.
É encostar o ombro a alguém com tranquilidade.
É saber que não vão deitar-nos abaixo por a coisa mais estúpida que tenhamos para contar.
É uma fotografia juntos.
É uma doença incurável.
É chegar a casa e saber que temos alguém à nossa espera.
É ver a vida com muitas cores, como um arco-íris.
É comer chocolate quando nos apetece sem pensar nas consequências.
É beber chá e sorrir como se fosse para sempre.
O amor é isto e mais 99%.

Lucky you. :)

6 comentários:

Teresa disse...

O amor é saber que há pessoas sem as quais a nossa vida não faria sentido.

Lucky me :)

Joana disse...

vejo que ja me add.
tens um blog bonito, vou add tb :)

Anónimo disse...

Tens toda a razão ritinha x)

Miguel disse...

Admiro muito a tua crença no amor e a forma como a demonstras. És uma inspiração.

pinguim disse...

- “Nunca devemos amar em silêncio… Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades.”


fez me lmebrar isto, gostei ! *

Anónimo disse...

Gostei muito deste texto. Gostei especialmente do facto de assinalar que amor não é apenas aquela coisa muito à postal Hallmark, e que podemos ter amor mesmo estando sozinhos, que o amor é universal. Gostei mesmo muito :)