4 de janeiro de 2009

Superstições

Não, não abandonei o blogue. Estive a tirar férias.

Quando era pequena dizia sempre à mãe que não acreditava nas histórias de fantasmas que os meninos lhe contavam na escola. Agora sabia que a palavra certa era supersticiosa. Não era supersticiosa. No entanto, a vida muda tanto como o tempo ao longo do ano.
Encontra-se sentada no sofá com o copo de whisky do costume sobre o colo, e olhar fixo no espelho à sua frente. Vê uma mulher de 37 anos com aparência de 50. Agora, a sua vida está de tal forma minada de problemas que já não acredita em quase nada. O marido partiu de malas nas mãos faz hoje uma semana. A mãe morreu há dois meses. O irmão está em Paris a estudar, e as amigas evaporaram tão rápido como o álcool do bar da casa. Finalmente decide-se a pegar no papel da direcção da casa, nas chaves do carro e a sair.

O dia está nublado, como a sua alma. Não foi difícil chegar ao destino. Entra, sublime, no edifício e sobe até ao andar referido no panfleto. Há sua espera está uma senhora carismática, cheia de energia, cabelo negro e pinturas faciais exageradas, com uma baralho de cartas de tarot na mão.

(Obrigada Lourenço xD)

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