12 de abril de 2009

Somos humanos

Uma vez disseram-me que quando nos apaixonamos, o nosso coração deixa de nos pertencer. Também poetas, escritores, pensadores, filósofos talvez, o escreveram. Todos nós já pensámos sobre isso. E quase sempre, nessas alturas, sentimos primeiro e pensamos depois. Mas certamente que, em determinados momentos, terá custado mais sentirmos o coração fora do peito. Na verdade, estamos a colocar-nos a nós próprios em perigo, por uma coisa bem maior.
Atenção, não quero parecer estar a dar lições a alguém. Estou a escrever isto por mim. Estou a ser um pouco egoísta porque, por vezes, as coisas que pensamos fazem-nos mal. E talvez se as escrevermos fiquemos melhor. E ainda, se soubermos que alguém as lê e na eventualidade as possa entender, talvez fiquemos mesmo convencidos que não estamos loucos. Se alguém me diz que nunca sentiu uma dor no sitio do coração nestas alturas, quando o nosso coração está ali a pairar fora de nós, exposto ao perigo, entregue a alguém que amamos, então eu estou louca.

7 comentários:

cristina disse...

O coração não tem dono e mesmo que tenha não precisa de ser da pessoa de quem se gosta.Concordo contigo, por vezes escrever as coisas é a melhor solução mesmo que alguem não as leia...é como um desabafo. É verdade que às vezes as coisas que pensamos nos fazem mal, mas por vezes fazem-nos acordar para a vida e nos outras por nos a sorrir. Gosto do texto =)

Sara disse...

sou da opiniao que ele continua nosso... só não lhe controlamos os batimentos como dantes.

beijinhos rita :)

N R disse...

Acho que neste caso é pena estares longe ser louca. E quem diz o contrário esquece-se que também é humano. Pelo menos é o que penso.
(vai ao meu blog :D)

kiko disse...

Era eu e tu, numa ilha deserta, sem ninguém, fui eu e tu, ao mar(...) mas eu voltei atrás, olhei á minha volta não pensei no em mais nada a não ser no que eu estava a ver á minha frente, areia limpa, mar deserto, mar limpo, um céu e um sol como nunca visto, uma paisagem perfeita e uma miuda dos meus sonhos, era só eu ela, era só amor e carinho, era só prazer e vitória, era, tavamos na água a brincar, abraçados, passava-lhe a mão nas costas para desapertar o biquini, ela passava-me a mão nos lábios e no cabelo, enquanto me beijava(...) segredavamos um para o outro, enquanto o tempo passava a voar, o nosso amor aprofundava-se mais, e nós iamos mais longe no que queriamos, a tarde ainda era uma criança. Tinhamos começado, pareciamos parados no tempo em cada beijo que davamos, o meu coração a parar em cada toque dela, era uma perfeição tudo aquilo, enquanto havia perigos por todo o mar nós só queriamos estar juntos e tocarmo-nos mutuamente, sentirmo-nos um do outro, ela dizia-me " olha-me nos olhos e diz que me amas, olha-me nos olhos diz-me que me queres, diz-me o que vês" eu dizia-lhe tudo e mais alguma coisa, tudo fazia sentido porque era tudo o que eu queria nestes tempos vagos e duros da minha vida. Olhando para trás, nem eu querendo olhar não me escapa, a dor que tinha sempre que tentava encontrar alguém que me largava a mão, e agora com esta pessoa do meu lado tudo é real e perfeito, tudo faz sentido com ela porque nada não é uma razão, mas sentido é um objectivo. Ela perguntou-me o que eu tinha quando eu parei de a beijar e parei para pensar enquanto a água me aquecia o corpo pálido e aquecido. Eu só respondi " Passado, agora deixa e vamos para o futuro " peguei nela, deitamo-nos na areia, com o sol a iluminar-nos com as árvores a cobrir-nos, com o nosso abrigo ao lado, com tudo que nós precisavamos ali mesmo! Tudo feito, incrivel como o mundo nos deu esta hipótese, como o mundo se abraçou a nós de outra forma e eu não me arrependo, incrivel este momento, este segundo dá por uma vida inteira. Passamos a tarde toda a trocar mimos, ela sempre a perceber o que eu lhe dizia sem problemas, sem mentiras, e com sinceridade. Sempre a sorrir para mim, ficava de noite e nós sem pararmos de falar, apaixonados um pelo outro, com um amor que parecia não acabar naquele dia nem tão pouco. Eram 20:30 quando deu o feito, fizemos amor uma primeira vez, foi tudo tão claro tão mágico, tão vitalicio, tão enérgico, não foi preciso uma cama para nos sentirmos confortáveis, não foi preciso nada a não ser o nosso amor. Tudo perfeito, os corpos suados, as mentes libertadas, os toques profundos, os beijos sensuais, e os olhares cheios de prazer e vontade. Foi como nunca senti. Quando acordei estava eu na minha cama, num mundo poluído com barulho na rua, com o autocarro na paragem com pessoas a entrar, com os pássaros a acordar, foi aí que pensei para mim... "Isto foi mais um sonho"

Acabou tudo que era bom.

Teresa disse...

Não estás louca. O nosso coração pertence àqueles de quem gostamos. Quando nos apaixonamos sentimos isso com mais intensidade. E só podemos esperar que aqueles que amamos tratem bem dele, porque só assim o amor vale a pena. E sim, há dias em que a dor é tão intensa que pensamos que o nosso coração vai explodir. E depois há dias em que parece que nada pode ser de outra forma. Quem disse que o amor era uma coisa fácil?

Unknown disse...

O que a Teresa escreveu é precisamente o que eu penso. Não diria melhor. Acrescento só que devemos de andar em sintonia. Isto de estar enamorados não é nada fácil. Principalmente por pessoas sonhadoras e românticas como nós. Penso que tudo não passam de fases, de testes que a vida nos dá. Testes por vezes bons, por vezes maus. Mas aproveita o que a vida te oferece, mesmo que seja um único momento. Aproveita e sê tu mesma, sem reservas corre melhor assim. Beijinhos e saudades!

Joana ' disse...

Olha.. Se estás a ficar louca, não te preocupes, porque não vais sozinha... Eu faço-te companhia!
Adorei este teu texto Ritinha (desculpa, tenho a mania de aplicar diminutivos às pessoas)..
Também eu já senti que o meu coração estava ali, no meio de uma batalha, sem qualquer tipo de escudo para protegê-lo...
A guerra terminou e eu ainda estou a tentar apanhar todos os cacos... Espero que tenhas tido um final mais feliz (ou menos infeliz, whatever) do que o meu!...

Beijinhos
Já agora, Adorei o teu cantinho