Eu nunca gostei de telemóveis. Nunca gostei de "olá, tudo bem?" nem de "se não reenviares vais ter azar" nem de "responde a este teste: como te chamas? que idade tens? namoravas comigo?...". E não é por isso que as pessoas me consideram anti-social, mal-edudada, ou anormal. Eu só não gosto de estar agarrada ao telemóvel, a falar com "montes de pessoal"e a mandar "montes de smiles" ou "loles". Não quer dizer que não o faça com algumas pessoas, de vez em quando, nos dias de mais paciência. A vida parece ser virtual, nestes últimos anos. Chorasse, risse, envergonhasse, por telemóvel. Estamos a ficar robots. Não acreditam? Estamos.
Outro problema, é que falar por mensagens não nos permite ver as reacções da outra pessoa, o que leva a desentendimentos, a interpretações diferentes das palavras. E eu, defensora dos contactos visuais, tácteis e auditivos, irrito-me facilmente quando alguém me interpreta mal ou quando não consigo saber qual o tom do que me estão a dizer.
Isto para dizer que a única situação em que falo mais com alguém por telemóvel é quando essa pessoa significa assim muuuuito para mim e quando está longe o suficiente para não poder vê-la todos os dias (pessoalmente, não por telefonemas com videochamada).
R.I.P Michael Jackson
4 comentários:
Concordo, em parte, contigo... Sempre detestei aquelas mensagens correntes a rogar as piores pragas do mundo a quem não as reenviasse (sou a prova viva de que é tudo treta, pois nunca reencaminhei nenhuma) ...
Infelizmente, com a distância, aprendi a dar mais importância ao meu telemóvel, a olhá-lo na ânsia de vê-lo a piscar com uma nova mensagem... E aprendi como é bom receber uma chamada de boa noite ou uma simples mensagem com um "beijinho especial"... :$
P.s. Perdemos mais um "rei"...
Verdade. No meu tempo, combinava-se as saídas por telefone e na escolinha. E é por essas e por outras que adiei ao máximo ter telemóvel (só tive aos 17 anos, qd fui para a faculdade).
Concordo contigo. Detesto falar ao telemóvel ou por MSN. Nunca é como estar com a pessoa e ver pelo tom da voz, pelos gestos que faz com as mãos ou pela maneira como olha. Nunca podemos estar seguros do que dizemos nem do que ouvimos. Mesmo as conversas parecem ser diferentes, quase que mecânicas. Ao vivo, são naturais.
como eu concordo contigo. a sério.
alguém que é como eu, finalmente.
a questão de não saber qual a reacção do outro lado irrita-me profundamente, e para mim retira todo o valor que um telemóvel pode ter.
estou a ver que não sou o único que pensa assim. finalmente!
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