para o toni,
porque é o homem da minha vida hasta hoy.
eles empurram-nos e deixam-nos marcas nos braços
e nos balcões
gastos de mãos e de cinturas e
de homens perdidos com copos de plástico
a derramar qualquer coisa pelo chão.
mordem-nos o gelo dos gins e das músicas,
em que dançamos sós,
e dizem-nos com os olhos coisas que nunca sentimos.
olham-nos de todas as formas, pegam-nos
nas mãos
só para nos darem a volta e subir as camisas.
trocamos os pés e deixamos o sorriso no semblante,
sussurramos um cómotellamas e franzimos
o nariz
que nos (a)trai as premonições
que tentamos a toda a força não descartar
só porque acreditamos nelas.
voltamos, então, a encostar o nosso corpo ao balcão,
mordiscando o limão preso no copo e piscando o olho com dificuldade,
sem saber para onde fugir.
"mira, eres muy guapa."
"tú también. "
"no, tú más. "
1 comentário:
não sei porquê, o melhor que já li teu.
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