e é assim que me vês, de perfil, a esboçar um sorriso de menina pequena, reguila, feliz. é assim que me vês: feliz. mesmo que não seja nada, mesmo que as palavras passem e o sol desapareça em dois minutos, ficarei bem. é como uma notícia de última hora. acabaram-se as brincadeiras e os olhos nos olhos (como se valesse a pena). não se pode procurar a alma onde ela não existe. será sempre assim: sempre a recuar à última estação de serviço, para ter a certeza se sabemos onde fica, e se nos dá jeito lá voltar da próxima viagem. nunca dá, mas iremos na mesma. desta vez vai ser diferente, porque este meu ar de reguila quer virar o mundo do avesso. parece-me que já mudou. ah, sim, se mudou.
imagino-te a procurar os meus olhos. nunca saberás nada de mim. podes emoldurar este retrato de menina de perfil, porque nunca mais conhecerás outro. podes voltar à nossa estação, mas garanto-te: voltarás sozinho.
(i'm still alive, breathing this air, watching and taking care of the words).
Sem comentários:
Enviar um comentário