talvez um dia nos encontremos num bar em los angeles. as luzes alaranjadas e os copos em cima de rodelas super artísticas, a ensopar.
talvez um dia nos encontremos e me reconheças e construamos uma vida. os sonhos que morrem no caminho a ressuscitar com uma música da sheryl crow.
e sobes ao palco e - fazendo de conta que sabes dançar - cantas com o olhar meigamente matador.
talvez um dia pare de pensar nas melodias de felicidade e arquitecte planos reais.
i'm a dreamer baby, i'm a real dreamer.
dos sonhos vive quem ama, quem sonha com uma vida de impulsos.
talvez um dia deixemos de aturar estas tretas e fingir que não queremos adormecer a ver as estrelas na praia, e nos encontremos. em los angeles.
talvez um dia te chame o mesmo nome duas vezes, e deixemos de ser espontâneos.
talvez um dia perceba que a vida é aqui e agora. é agora ou nunca.
baby, save me. I need your tango, I need your bullshits. I'm dying.
talvez me deixe de complexidades, como deixarás o sentido de humor inoportuno.
leva-me contigo, para o nosso canto na rua do italiano, dirás.
talvez um dias nos cruzemos no cais e eu não te reconheça.
um dia, talvez, acordes e me venhas buscar. pegavas na minha mão, voávamos, sentávamo-nos no sinatra e ouviamos saxofone a dois metros. e gostavas, vê lá, gostavas.
talvez uma noite digas "i want two mojitos", me pisques o olho e me digas: te amo. e o mundo era nosso.
em LA.
wake up now.
1 comentário:
:)
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