7 de julho de 2010

orgulho e preconceito

como é bom ter um lugar onde nos refugiar. como é pena martirizar esse lugar quase unicamente em alturas de naufrágios.

fui à cozinha beber um copo de leite e não passou. as mágoas não se dissiparam.
não há tamanha desilusão como a de sabermos que afinal, não nos conhecem como somos, não aceitam as nossas fragilidade de seres humanos puros e não se dignam a ver a verdade nua e aceitá-la se o amor é mais forte. e que realidade tão pura, tranquila e verdadeira aos meus olhos, e denegrida aos olhos de outros!
estou calma, estou noutro século: deixo-me estar. quero acreditar no amor de dois séculos atrás e achar que é possível, será credível e realizável na minha vida. prefiro assim a enfiar a cabeça na almofada e chorar até entrarem raios de luz pálida pela janela a anunciar a manhã e acordar com uma tremenda dor de cabeça.
futilidade é uma palavra feia por dentro e por fora, digamos. como vaidade, ou ansiedade, ou desigualdade.
não estou sozinha, no entanto parece-me que estou. quase consigo render-me à angústia. mas por enquanto sobrevivo a injúrias e a males que vêm por mal.
a minha decisão está tomada há muito tempo, dentro de mim. só que ainda não sabia. é a cegueira do tempo e da intimidade. eu vou ser racional. eu vou ser racional: eu vou ser racional.
e sai do meu caminho. perdeste tudo.

2 comentários:

kika , disse...

ai ai ai, são tão queridos, é quase uma proposta irrecusável, mas eu já tenho um cãozinho! estes são mesmo de raça ou são traçados? (é que o meu é ahah)

José Fernando Magalhães disse...

Olá Rita,
Já cá não vinha há algum tempo, e hoje ao relê-la, continuo a gostar deste seu cantinho.

Venho convidá-la a visitar os meus dois novos espaços.

Um, dedicado à fotografia,
www.atributos-2.blogspot.com

e outro dedicado à poesia
www.atributos-poesia.blogspot.com

Espero encontrá-la por lá

bjs