6 de agosto de 2010

i've got enough, now.

por aqui se anda. suspiro. não é um suspiro de saudade, tristeza, alegria, paixão, nostalgia. é um suspiro de desespero. as relações nesta vida não são facéis, nem as de amizade, amor, familiares ou profissionais até. nenhumas.

na amizade, não podem existir apoio e compreensão apenas nos bons momentos. há críticas nos maus momentos que tem de ser feitas, como ajuda. há é várias maneiras de fazê-lo. e há outras tantas que destroem anos de amizade, que apenas servem para que as pessoas se revelem e num momento de irritação/aborrecimento/fúria, se derrube uma casa. um prédio. um arranha-céus de intimidades, memórias e momentos. não, desculpa mas à bruta não é a única forma de fazer ver as pessoas do erros que te parece que elas estão a cometer. no meu mundo conversas, as situações não se misturam e o que está guardado não sai de uma vez como uma bomba sobre gaza. há uma palavra: reflexão.

na família: ok. nunca será fácil. as pessoas que mais amamos são as mais atingidas pelos nossos desgostos, alterações de humor e formas de estar, de evoluir. não é fácil acompanhar o processo, nem de um lado nem de outro. é assim, e é assim.

no amor, que aperto no peito. não quero falar e preciso de escrever. não fui a mais correcta, e não fui a mais incorrecta. sou independente, sou amarga, sou do mundo. sou do mundo e das pessoas, e das moções e ansiedades. sou eu. sei aceitar, provei isso, e fui tratada como uma maria madalena. que dramas, que inseguranças, que carências, para pessoas que têm tanto, e não sabem o que isso é. para as quais a fome em áfrica, as crianças em casas de adopção, as discriminações raciais e por ai adiante, não passam de imagens. isso sim é dor, é mágoa, é um mundo sem vida. vivemos bem, sim, vivemos.

desde que me lembro, tenho as minhas convicções. falem-me de política, de cultura, da sociedade, de religião. eu só quero falar da vida. eu aceito tudo, interpreto tudo, e há-de existir um ponto que concordo, e sei discutir. ninguém tem o direito de impor nada a ninguém. deixem-me acreditar nas minhas tretas, expressem as vossas e siga. não me venham com leis absolutas e razões incontornáveis. eu só quero uma vida normal. eu só quero uma vida.

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