19 de junho de 2008

Tempestade de alma

O vento começou a manisfestar-se gradualmente mais forte uns dias antes. Sabia-se que em breve iria chover, chover muito.Sabia-se também, que a chuva acompanhada do vento enfurecido e raios vindos do céu iriam desencadear a tempestade. Era já tão sabido, que quase se tornou familiar. Acabou por vir.
A tempestade levou a maior parte das frágeis casas da vila, arrancou telhados de outras, varreu tudo de uma ponta à outra, sem se preocupar com aparências. O vento encurralou qualquer tentativa para escapar, e a chuva cooperou. A chuva lavou a vila como uma dona de casa lava um compartimento da sua habitação. Tal e qual. O cenário ficou deveras assustador, quando os raios atingiram as àrvores e os postes de electricidade, e este estrondo se juntou ao barulho ensurdecedor do vento e da precipitação.


E foi assim que ela (a tempestade) devastou o coração (a vila) dele. O amor também não se preocupa com aparências, mas avisa sempre (com pequenos e, quase invisíveis) sinais próprios.O amor é sublime e intenso. o amor é cuidadoso e desbocado. O amor é meigo e ao mesmo tempo abrupto. O amor é mais uma antítese na vida. A mais intrigante e a mais bonita, talvez.
Fotografia: Bubbles

1 comentário:

Teresa disse...

Nem sempre o amor é uma tempestade. Às vezes o amor é uma brisa suave ao fim da tarde à beira-mar. Outras vezes é o sol de Primavera a entrar pela janela do quarto de manhã.
O amor tem muitas formas, mas o verdadeiro é aquele cuja força criadora é maior do que o poder de destruição.