10 de julho de 2009
devaneios
Vou tentar explicar o que senti hoje quando acordei e puxei uma ponta do lençol para tapar a cara, enquando me esticava com preguiça. A vida vai - eu quero - começar a correr à minha frente. Não quero horas, não quero dias, meses, anos, não quero sinalizações. Não quero compromissos, nem horários para cumprir, não quero que o tempo mude. Não quero que chova, nem que faça sol, quero tudo igual. Não faz sentido tantas coisas. Tantos avisos, tantas horas e minutos e segundos e... não faz sentido saber que horas são. Quero dormir quando quiser, quero comer quando me apetecer. Já que o mundo cá dentro é sólido, isolado e desesperante, que o exterior seja também. Deixem-me mudar o nome das coisas só para contrariar. Esta sensação foi imediatamente avassalada por um: "levanta-te rita, já é meio-dia." Sim, eu sei, shame on me.
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5 comentários:
Não era uma má ideia a tua, embora nunca pudesse aplicar-se à minha vida. E, no entanto, as horas, os minutos e os segundos são importantes, ajudam a organizar o nosso mundo e a impedir que o desespero tome conta de tudo.
É tão bom acordar quando queremos..
Hoje também te acompanhei.. Dormir até ao meio dia foi revigorante! :)
Já tive estes devaneios e amo-os. Fazem-me pensar.
obrigado ritinha :D
também tenho destes dias do contra!então agora no verão..
so, shame on us :p
*
Ai Rita, esconder-te atrás do lençol não é para ti. Por muito que te custe agora, sabes bem que és mais forte que isso e assim até o exterior chega mais depressa.
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