não tens nem metade
do veneno
que tenho no corpo.
não quero ficar contigo, dizias-me.
não precisaste mais do que o meu
silêncio
para soltares uma gargalhada
para me dares um beijo
me dares
um
beijo.
não tens nem metade
do veneno
que tenho no corpo.
não preciso de ti, pensei.
não sei como não vês o brilho de
papel
nos meus olhos frios
enrolados numa nuvem cinzenta
numa
nuvem
cinzenta.
não tens nem metade
do veneno
que tenho no corpo.
a verdade é que nunca te menti, disse-te.
respondeste com um sorriso de mera
satisfação
brutalmente contrastante
com a palma da minha mão
com a palma
da minha
mão.
1 comentário:
Eu, que andei ausente durante uns dias da blogosfera, volto e sorrio.. Tu voltaste a escrever! :)
Ainda bem ... ;)
Beijinho
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