2 de setembro de 2009

lejos

es que no quiero saber más.
las palabras que me caen sobre la piel
como fuego
no son de tus labios.
mira que no estoy más aquí.
estoy lejos, lejos
empiezé corriendo por un campo
de amapolas rojas y amarillas
y ahora estoy en otro lado del mundo
en un lugar, un lugar...
que nunca llegarás mismo que lo quieras.
no me busques.

4 comentários:

Joana ' disse...

é bom, por vezes, partirmos para um sítio só nosso, sítio esse em que não queremos os fantasmas do passado..
às vezes, apetece-nos fugir.

N R disse...

Li os teus últimos poemas e achei-os muito bons. Mas, e desculpa o que te vou dizer pois pode parecer um pouco insensível, acho que não podes viver à espera duma resposta. Não podes andar sempre a bater contra a parede, ela pode querer não se trespassada. *

Rita Silva Avelar disse...

não te preocupes. as vezes, as coisas que escrevemos, tem muito pouco de nós. ;)

beijinho

Teresa disse...

"Tudo o que escrevo escreve também sobre mim." (Botho Strauss)

As coisas que escrevemos têm sempre muito de nós. A forma como lá estamos é que pode ser a mais diversa.

Hug