o mais estranho é não conseguir ficar zangada, odiar-te mais de trinta segundos - que se seguem de memórias felizes -e ao mesmo não conseguir gostar de ti e manter esse sentimento. destruímos isto tudo, sem sabermos, aos poucos. fomos preparando uma bomba que explodiu sem nos apercebermos do que tinhamos criado, e as nossas mãos enchem-se de culpa e de tristeza.
não caminharemos mais ao fim da tarde, nem seremos sonhadoras de séries apaixonantes, nem veremos filmes em que nos tornamos as personagens loucas.
não me digam que o mais importante é guardar as boas memórias e relembrar os momentos felizes, porque o ideal seria ter-te aqui comigo, dizer-te todas estas coisas sem medo, abraçar-te sem ressentimento. o ideal seria sermos quem éramos.

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