subimos um escadote que nos leva a uma varanda, ou espécie de anexo de uma casa antiga. a estrutura é instável e tenho medo e as minhas pernas estremecem. ele não, tem o corpo sólido, sorriso aberto de reguila: a inconsciência natural de uma criança que passa ao lados dos perigos. é fim da tarde, o céu pinta-se de azul e tons de roxo suave, e há uma brisa quente no ar. começam a surgir pequenos focos de luz cintilantes, e escurece um pouco. fecho e abro os olhos e lá estão as estrelas, são tantas, como nunca tinhamos visto. brilham e parecem explodir sobre si mesmas. estamos felizes e digo ao pequeno: pede desejos. os seus olhos pequeninos correm atrás das estrelas cadentes e pedem-lhes muitas coisas. a festa de estrelas parece interminável, e eu sinto as pernas tremer. sinto uma felicidade enorme dentro de mim e a iminência do perigo numa luta interior.

ph - cahantunees.
1 comentário:
adorei :o
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