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2 de setembro de 2008

Amigos de sempre, pra sempre


Começo a sentir isto real. Mesmo real. Por um lado, custa saber que não vou ver as vossas caras logo nas carteiras ao lado, quando me apetecer. Isso já não vai acontecer, porque crescemos. E o mais engraçado é que quase não nos apercebemos disso, todos os dias nos viamos, então não nos apercebiamos de todas as mudanças que ocorreriam desde os 6 anos. Foi muito tempo, 9 anos sempre a aprender, com as mesmas pessoas. Agora posso sempre chamar-vos amigos de infãncia. Sou quem sou, com um pouco de cada um de vós, caracteristicas psicológicas e até fisícas. Lembro-me do meu primeiro dia de aulas como se fosse ontem, lembro-me das vossas caras. Vejo as fotografias e acho que mudámos tanto, e no entanto somos as mesmas pessoas.
E gosto de todos como todo o coração, Rita, Vanda, João, Miguel, Helena. Depois vieram os outros, Luís, Bárbara, Patrícia, Susana, David, Carla. Gosto de escrever os vossos nomes.
Foram tantas as coisas que fizemos juntos que nunca as conseguiria contar todas, todas aqui. Mas um dia hei-de contar algumas. Só vos desejo sorte, sei que não me esquecerei de nenhum, e sei que ninguém se esquecerá de mim.
Beijinhos, pessoal

(Desculpem não estarem todos na fotografia)

20 de agosto de 2008

Onde a amizade nos leva

Seremos sempre assim, como tu dizes, como eu sinto.
Nunca haveremos de passar mais nenhumas barreiras, pois já não precisamos de ir mais longe. Chegámos a um ponto na amizade, que mais um passo seria demais. E assim é que somos felizes. Também sei que o que mantêm tudo isto é o nosso respeito e orgulho mutúos.
Vai fazer um ano que te encontrei, que nos encontrámos. Exactamente a fazer o que os dois adoramos fazer: música. Depois, descobrimos muitas outras coisas em comum e foram elas que nos levaram a encontrarmo-nos todas as vezes seguintes. E isso foi muito importante. Tenho muitas saudades, e custa saber que não é possivel sair à rua e encontrar-te logo "ali". Talvez assim resulte melhor, nunca saberemos.
A partir do momento em que percebemos que algumas pessoas são preciosas, não imaginamos a nossa vida sem elas, e recusamo-nos a tentar imaginar. Talvez seja por isso que ficamos tão admirados quando a vida nos prega certas partidas. Na verdade, verdadeiros amigos são aqueles que estão sempre junto ao nosso cais, navegam ao nosso lado e tanto nos apoiam quando o mar está bravo, quando o mar está reluzente e sossegado. Apesar de, em dias de tempestade, ser sempre mais dificil. Ninguém disse que navegar nesta vida era fácil.

Tenho muito orgulho em ti, António.

13 de agosto de 2008

Ainda há pessoas assim


«Como é a tua melhor amiga?»
«É uma pessoa diferente. Alguém a quem não preciso de pedir por um abraço, nem pedir que me entenda. Compreende-me com um simples olhar nos meus olhos. Um olhar que conhece bem todos os meus outros olhares. Não preciso de agradecer-lhe, porque o faz do coração. Eu sei, porque sei. Há pessoas que nos fazem muito felizes, de maneiras diferentes e conhecer essas formas de fazer feliz os outros é importante. Mas para isso, temos de conhecer as pessoas. Os amigos, os verdadeiros, não nos deixam sós. Não falo principalmente em distância física, mas em distância psicológica. Do coração de uma pessoa ao coração da outra, da ligação dos sentimentos mútuos. Por vezes é como se a nossa amizade se tratasse de uma ligação à internet. Por vezes cai mas volta sempre a conectar com o computador. Outras vezes não caí, mas há má ligação. Mas no fundo há sempre ligação. Ora, claro que isso é o menos. As alturas boas quase sempre se sobrepõem às más. Gosto quando me lê coisas baixinho, bonitas ou tristes, ou (como quase sempre) as duas coisas; ou quando me mostra uma música nova, diferente ou alternativa; quando simplesmente há silêncio entre nós, não é silêncio constrangedor, é silêncio de cumplicidade. Somos diferentes em várias coisas, mas acho que somos ambas difíceis, (partindo do principio que as mulheres são em geral um pouco complicadas), e se não fosse assim não tinha tanta piada. Com qualquer outra pessoa, não aprenderia com tanto gosto as coisas que me ensina, não. Sabes porquê? Porque gosto muito dela. Assim, tal e qual como é, sem tirar nem pôr. Também tens alguém especial?»
«Dessa forma, não. Mas gostaria. Como é que s encontra alguém assim?»
«Queres saber a verdade? Nem eu sei. Acho que não se procura, simplesmente encontramo-nos uns aos outros, pois quando as ligações são realmente fortes, há uma linha de ouro invisível que nos une.»