12 de agosto de 2008

Tu que sabes a verdade

Ó lua que vais tão alta, tão altiva e tão serena, tão alva da cor do linho.
Diz-me lua que és tão bela, por entre silvas e rosas, diz-me qual é o caminho.
Quero o caminho do tempo, quero ter tempo para o caminho, quero olhar-te devagar. Diz-me lua que és antiga, quais os segredos da vida e por onde procurar.
E se valer a pena, conta. E se valer a pena, canta…

Quero o vento, quero os montes, quero tudo o que me mostras no teu doce iluminar. Fica metade de mim, em cada luar de Agosto numa praia à beira mar.
Quero de ti essa razão, essa tua força calma de quem sabe aconselhar.
Conta-me tudo o que sabes, tudo o que tu vês e calas, e transformas em luar.
E se valer a pena, conta. E se valer a pena, canta…

Quero a sabedoria, de quem faz de noite dia e se esconde para pensar.
Mas não nos ofusca tanto, que os olhos fiquem em chamas e não possam repousar.
Faz no meu peito a vontade, e a quem vires que aproveita, ensina um saber profundo. Tu que sabes a verdade, tu que conheces e viste as noites todas do mundo...
Tu que sabes a verdade, tu que sabes e viste as noites todas do mundo....


Pedro Barroso - Lua

1 comentário:

Anónimo disse...

fui ver o pedro barroso este fim de semana à lousã; dizia ele: há música portuguesa bonita, pq n a passam na rádio e na tv?
e eu encontrei a letra da lua, aqui neste blog!o pedro agradece e eu tb!
sara