Há programas muito parvos. Agora está na moda aquele programa do polígrafo, que eu um dia me dei ao trabalho de ver. Ora, digam lá que perguntas como: "já traíu o seu marido com outro homem durante o seu casamento?" ou "já enganou os seus clientes quanto à qualidade dos produtos?" ou "mentiu à sua filha sobre o seu corrupto namorado?" ou até "já disparou uma arma?" não sou boas para a reputação, vida pessoal e até emprego de uma pessoa?
E ainda por cima, o instrumentozinho nem é fiável de todo. Então se uma pessoa afirma que disparou uma arma, mesmo que seja mentira, a máquina de certeza que diz "verdade", porque raio é que a pessoa iria dizer que disparou se não tivesse disparado?
Eu lembro-me de pedir à minha mãe o detector de mentiras para prenda de Natal, quando tinha uns 7/8, porque experimentei com umas amigas. As perguntas não fugiam muito às parvoíces que se perguntam na televisão, "mentiste à professora sobre o que fizeste no fim de semana?", "deste um beijinho na cara do Miguel ou do João?"
Era tão fixe pá.
1 comentário:
Bem comentado e observado...
JM
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